Resenhando: @mor – Daniel Glattauer

Assunto: livro favorito
Prezados leitores,

Este é o mais arrebatador livro do gênero. Ou foi pelo menos pra mim. Quem nunca teve um amor virtual, que atire a primeira pedra e saía da internet porque você não está usando direito. Encontrei esse livro na bienal em 2013. Passeando pela estante, vi essa capa que logo me chamou a atenção. Tem um arroba gigante e pensei: Sim, é esse. Peguei, esfolhei e não tive dúvidas em levar. Comecei a leitura no caminho de volta mesmo e não parei. Li no estágio e tomei uma bela bronca de uma das líderes do setor de catalogação – querida, aqui não é lugar para ler – disse ela.  É um livro que descreve com empatia a nada mole vida dos relacionamentos via internet. O autor deixa passar para você toda aquela angústia de esperar por uma mensagem, ou então interpretar de forma errônea gerando ansiedade e frustração. E sim, você vai ficar ansioso e frustrado durante a leitura. Vai ficar com raiva dos personagens pelo menos umas 300 vezes.

E não por acaso estava vivenciando um amor virtual, há quilômetros de distância via única (ou seja, fui troxa), na época. Então cada frase do livro era, como diria meu amigo Guilherme, um tiro. Só rajadão.

“Escrever é como beijar, só que sem os lábios. Escrever é beijar com a cabeça.”

O livro conta a história de Emmi Rothner, uma web designer, casada, 30 e poucos anos que envia um email por engano para Leo Leike, um senhor assim meio Saraiva, paciência zero que responde sarcasticamente seus emails iniciais. Tudo que Emmi queria era cancelar assinatura de uma revista, porém a mensagem cai na caixa de mensagens de Léo. A relação começa a se estreitar a partir das trocas intensas de mensagens. A curiosidade começa a falar mais alto e um encontro se encontra necessário e impossível. A leitura é mega rápida, quando você menos imaginar, PUFT ACABOU.

Emmi é impulsiva, hiperativa e egocêntrica. Oposto de Léo. Recatado, tá na sofrência por um fim de relacionamento e analisa linguagem virtual para ganhar dinheiro. Fiquei com a sensação de que tudo isso era um teste social que o Léo tava aplicando, mas ainda bem que você só vai saber disso quando ler, não é mesmo?

E o que dizer do final? Tive que voltar à bienal só para comprar o segundo volume. Meu cartão de crédito chorou naquele mês.

Escala de amorzinho:  @@@@@

 

*SELO DE LIVRO FAVORITO*

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7 comentários sobre “Resenhando: @mor – Daniel Glattauer

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